Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Gospel According to St. Luke

 

Capítulo 7

 

 

1.

 

Quando acabou de proferir todas estas palavras aos ouvidos do povo, entrou em Cafarnaum.   

    
 
 

2.

 

E um servo de certo centurião, de quem era muito estimado, estava doente, quase à morte.   

    
 
 

3.

 

O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo.   

    
 
 

4.

 

E chegando eles junto de Jesus, rogavam-lhe com instância, dizendo: É digno de que lhe concedas isto;   

    
 
 

5.

 

porque ama à nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.   

    
 
 

6.

 

Ia, pois, Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou o centurião uns amigos a dizer-lhe: Senhor, não te incomodes; porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado;   

    
 
 

7.

 

por isso nem ainda me julguei digno de ir à tua presença; dize, porém, uma palavra, e seja o meu servo curado.   

    
 
 

8.

 

Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.   

    
 
 

9.

 

Jesus, ouvindo isso, admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: Eu vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.   

    
 
 

10.

 

E voltando para casa os que haviam sido enviados, encontraram o servo com saúde.   

    
 
 

11.

 

Pouco depois seguiu ele viagem para uma cidade chamada Naim; e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão.   

    
 
 

12.

 

Quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.   

    
 
 

13.

 

Logo que o Senhor a viu, encheu-se de compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.   

    
 
 

14.

 

Então, chegando-se, tocou no esquife e, quando pararam os que o levavam, disse: Moço, a ti te digo: Levanta-te.   

    
 
 

15.

 

O que estivera morto sentou-se e começou a falar. Então Jesus o entregou à sua mãe.   

    
 
 

16.

 

O medo se apoderou de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo.   

    
 
 

17.

 

E correu a notícia disto por toda a Judéia e por toda a região circunvizinha.   

    
 
 

18.

 

Ora, os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas.   

    
 
 

19.

 

E João, chamando a dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?   

    
 
 

20.

 

Quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João, o Batista, enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?   

    
 
 

21.

 

Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.   

    
 
 

22.

 

Então lhes respondeu: Ide, e contai a João o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.   

    
 
 

23.

 

E bem-aventurado aquele que não se escandalizar de mim.   

    
 
 

24.

 

E, tendo-se retirado os mensageiros de João, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? um caniço agitado pelo vento?   

    
 
 

25.

 

Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão nos paços reais.   

    
 
 

26.

 

Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.   

    
 
 

27.

 

Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.   

    
 
 

28.

 

Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no re medida com é maior do que ele.   

    
 
 

29.

 

E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João.   

    
 
 

30.

 

Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele.   

    
 
 

31.

 

A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes?   

    
 
 

32.

 

São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes.   

    
 
 

33.

 

Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio;   

    
 
 

34.

 

veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores.   

    
 
 

35.

 

Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.   

    
 
 

36.

 

Um dos fariseus convidou-o para comer com ele; e entrando em casa do fariseu, reclinou-se à mesa.   

    
 
 

37.

 

E eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo;   

    
 
 

38.

 

e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo.   

    
 
 

39.

 

Mas, ao ver isso, o fariseu que o convidara falava consigo, dizendo: Se este homem fosse profeta, saberia quem e de que qualidade é essa mulher que o toca, pois é uma pecadora.   

    
 
 

40.

 

E respondendo Jesus, disse-lhe: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Respondeu ele: Dize-a, Mestre.   

    
 
 

41.

 

Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e outro cinquenta.   

    
 
 

42.

 

Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais?   

    
 
 

43.

 

Respondeu Simão: Suponho que é aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe Jesus: Julgaste bem.   

    
 
 

44.

 

E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou.   

    
 
 

45.

 

Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés.   

    
 
 

46.

 

Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés.   

    
 
 

47.

 

Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.   

    
 
 

48.

 

E disse a ela: Perdoados são os teus pecados.   

    
 
 

49.

 

Mas os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?   

    
 
 

50.

 

Jesus, porém, disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.   

    
 
 

Luke 8

 

 

 

 

 
 
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