Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Book of Job

 

Capítulo 7

 

 

1.

 

Porventura não tem o homem duro serviço sobre a terra? E não são os seus dias como os do jornaleiro?   

    
 
 

2.

 

Como o escravo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,   

    
 
 

3.

 

assim se me deram meses de escassez, e noites de aflição se me ordenaram.   

    
 
 

4.

 

Havendo-me deitado, digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até a alva.   

    
 
 

5.

 

A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele endurece, e torna a rebentar-se.   

    
 
 

6.

 

Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança.   

    
 
 

7.

 

Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem.   

    
 
 

8.

 

Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais.   

    
 
 

9.

 

Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.   

    
 
 

10.

 

Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais.   

    
 
 

11.

 

Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma.   

    
 
 

12.

 

Sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas uma guarda?   

    
 
 

13.

 

Quando digo: Confortar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha queixa,   

    
 
 

14.

 

então me espantas com sonhos, e com visões me atemorizas;   

    
 
 

15.

 

de modo que eu escolheria antes a estrangulação, e a morte do que estes meus ossos.   

    
 
 

16.

 

A minha vida abomino; não quero viver para sempre; retira-te de mim, pois os meus dias são vaidade.   

    
 
 

17.

 

Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas sobre ele o teu pensamento,   

    
 
 

18.

 

e cada manhã o visites, e cada momento o proves?   

    
 
 

19.

 

Até quando não apartarás de mim a tua vista, nem me largarás, até que eu possa engolir a minha saliva?   

    
 
 

20.

 

Se peco, que te faço a ti, ó vigia dos homens? Por que me fizeste alvo dos teus dardos? Por que a mim mesmo me tornei pesado?   

    
 
 

21.

 

Por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no pó; tu me buscarás, porém eu não serei mais.   

    
 
 

Job 8

 

 

 

 

 
 
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