Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Book of Job

 

Capítulo 6

 

 

1.

 

Então Jó, respondendo, disse:   

    
 
 

2.

 

Oxalá de fato se pesasse a minhá magoa, e juntamente na balança se pusesse a minha calamidade!   

    
 
 

3.

 

Pois, na verdade, seria mais pesada do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido temerárias.   

    
 
 

4.

 

Porque as flechas do Todo-Poderoso se cravaram em mim, e o meu espírito suga o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.   

    
 
 

5.

 

Zurrará o asno montês quando tiver erva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?:   

    
 
 

6.

 

Pode se comer sem sal o que é insípido? Ou há gosto na clara do ovo?   

    
 
 

7.

 

Nessas coisas a minha alma recusa tocar, pois são para mim qual comida repugnante.   

    
 
 

8.

 

Quem dera que se cumprisse o meu rogo, e que Deus me desse o que anelo!   

    
 
 

9.

 

que fosse do agrado de Deus esmagar-me; que soltasse a sua mão, e me exterminasse!   

    
 
 

10.

 

Isto ainda seria a minha consolação, e exultaria na dor que não me poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.   

    
 
 

11.

 

Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que me porte com paciência?   

    
 
 

12.

 

É a minha força a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?   

    
 
 

13.

 

Na verdade não há em mim socorro nenhum. Não me desamparou todo o auxílio eficaz?   

    
 
 

14.

 

Ao que desfalece devia o amigo mostrar compaixão; mesmo ao que abandona o temor do Todo-Poderoso.   

    
 
 

15.

 

Meus irmãos houveram-se aleivosamente, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,   

    
 
 

16.

 

os quais se turvam com o gelo, e neles se esconde a neve;   

    
 
 

17.

 

no tempo do calor vão minguando; e quando o calor vem, desaparecem do seu lugar.   

    
 
 

18.

 

As caravanas se desviam do seu curso; sobem ao deserto, e perecem.   

    
 
 

19.

 

As caravanas de Tema olham; os viandantes de Sabá por eles esperam.   

    
 
 

20.

 

Ficam envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.   

    
 
 

21.

 

Agora, pois, tais vos tornastes para mim; vedes a minha calamidade e temeis.   

    
 
 

22.

 

Acaso disse eu: Dai-me um presente? Ou: Fazei-me uma oferta de vossos bens?   

    
 
 

23.

 

Ou: Livrai-me das mãos do adversário? Ou: Resgatai-me das mãos dos opressores ?   

    
 
 

24.

 

Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.   

    
 
 

25.

 

Quão poderosas são as palavras da boa razão! Mas que é o que a vossa argüição reprova?   

    
 
 

26.

 

Acaso pretendeis reprovar palavras, embora sejam as razões do desesperado como vento?   

    
 
 

27.

 

Até quereis lançar sortes sobre o órfão, e fazer mercadoria do vosso amigo.   

    
 
 

28.

 

Agora, pois, por favor, olhai para, mim; porque de certo à vossa face não mentirei.   

    
 
 

29.

 

Mudai de parecer, peço-vos, não haja injustiça; sim, mudai de parecer, que a minha causa é justa.   

    
 
 

30.

 

Há iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar discernir coisas perversas?   

    
 
 

Job 7

 

 

 

 

 
 
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