Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Acts of the Apostles

 

Capítulo 25

 

 

1.

 

Tendo, pois, entrado Festo na província, depois de três dias subiu de Cesaréia a Jerusalém.   

    
 
 

2.

 

E os principais sacerdotes e os mais eminentes judeus fizeram-lhe queixa contra Paulo e, em detrimento deste,   

    
 
 

3.

 

lhe rogavam o favor de o mandar a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho.   

    
 
 

4.

 

Mas Festo respondeu que Paulo estava detido em Cesaréia, e que ele mesmo brevemente partiria para lá.   

    
 
 

5.

 

Portanto - disse ele - as autoridades dentre vós desçam comigo e, se há nesse homem algum crime, acusem-no.   

    
 
 

6.

 

Tendo-se demorado entre eles não mais de oito ou dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte, sentando-se no tribunal, mandou trazer Paulo.   

    
 
 

7.

 

Tendo ele comparecido, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra ele muitas e graves acusações, que não podiam provar.   

    
 
 

8.

 

Paulo, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma.   

    
 
 

9.

 

Todavia Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém e ali ser julgado perante mim acerca destas coisas?   

    
 
 

10.

 

Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde devo ser julgado; nenhum mal fiz aos judeus, como muito bem sabes.   

    
 
 

11.

 

Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.   

    
 
 

12.

 

Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César; para César irás.   

    
 
 

13.

 

Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia em visita de saudação a Festo.   

    
 
 

14.

 

E, como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: Há aqui certo homem que foi deixado preso por Félix,   

    
 
 

15.

 

a respeito do qual, quando estive em Jerusalém, os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus me fizeram queixas, pedindo sentença contra ele;   

    
 
 

16.

 

aos quais respondi que não é costume dos romanos condenar homem algum sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação.   

    
 
 

17.

 

Quando então eles se haviam reunido aqui, sem me demorar, no dia seguinte sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem;   

    
 
 

18.

 

contra o qual os acusadores, levantando-se, não apresentaram acusação alguma das coisas perversas que eu suspeitava;   

    
 
 

19.

 

tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua religião e de um tal Jesus defunto, que Paulo afirmava estar vivo.   

    
 
 

20.

 

E, estando eu perplexo quanto ao modo de investigar estas coisas, perguntei se não queria ir a Jerusalém e ali ser julgado no tocante às mesmas.   

    
 
 

21.

 

Mas apelando Paulo para que fosse reservado ao julgamento do imperador, mandei que fosse detido até que o enviasse a César.   

    
 
 

22.

 

Então Agripa disse a Festo: Eu bem quisera ouvir esse homem. Respondeu-lhe ele: Amanhã o ouvirás.   

    
 
 

23.

 

No dia seguinte vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os chefes militares e homens principais da cidade; então, por ordem de Festo, Paulo foi trazido.   

    
 
 

24.

 

Disse Festo: Rei Agripa e vós todos que estais presentes conosco, vedes este homem por causa de quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, recorreu a mim, clamando que não convinha que ele vivesse mais.   

    
 
 

25.

 

Eu, porém, achei que ele não havia praticado coisa alguma digna de morte; mas havendo ele apelado para o imperador, resolvi remeter-lho.   

    
 
 

26.

 

Do qual não tenho coisa certa que escreva a meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de feito o interrogatório, tenha eu alguma coisa que escrever.   

    
 
 

27.

 

Porque não me parece razoável enviar um preso, e não notificar as acusações que há contra ele.   

    
 
 

Acts 26

 

 

 

 

 
 
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