Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Gospel According to Saint Mark

 

Capítulo 15

 

 

1.

 

Logo de manhã tiveram conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o sinédrio; e maniatando a Jesus, o levaram e o entregaram a Pilatos.   

    
 
 

2.

 

Pilatos lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes.   

    
 
 

3.

 

e os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas.   

    
 
 

4.

 

Tornou Pilatos a interrogá-lo, dizendo: Não respondes nada? Vê quantas acusações te fazem.   

    
 
 

5.

 

Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se admirava.   

    
 
 

6.

 

Ora, por ocasião da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem.   

    
 
 

7.

 

E havia um, chamado Barrabás, preso com outros sediciosos, os quais num motim haviam cometido um homicídio.   

    
 
 

8.

 

E a multidão subiu e começou a pedir o que lhe costumava fazer.   

    
 
 

9.

 

Ao que Pilatos lhes perguntou: Quereis que vos solte o rei dos judeus?   

    
 
 

10.

 

Pois ele sabia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.   

    
 
 

11.

 

Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes a Barrabás.   

    
 
 

12.

 

E Pilatos, tornando a falar, perguntou-lhes: Que farei então daquele a quem chamais reis dos judeus?   

    
 
 

13.

 

Novamente clamaram eles: Crucifica-o!   

    
 
 

14.

 

Disse-lhes Pilatos: Mas que mal fez ele? Ao que eles clamaram ainda mais: Crucifica-o!   

    
 
 

15.

 

Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado.   

    
 
 

16.

 

Os soldados, pois, levaram-no para dentro, ao pátio, que é o pretório, e convocaram toda a coorte;   

    
 
 

17.

 

vestiram-no de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido;   

    
 
 

18.

 

e começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!   

    
 
 

19.

 

Davam-lhe com uma cana na cabeça, cuspiam nele e, postos de joelhos, o adoravam.   

    
 
 

20.

 

Depois de o terem assim escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e lhe puseram as vestes. Então o levaram para fora, a fim de o crucificarem.   

    
 
 

21.

 

E obrigaram certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar-lhe a cruz.   

    
 
 

22.

 

Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira.   

    
 
 

23.

 

E ofereciam-lhe vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.   

    
 
 

24.

 

Então o crucificaram, e repartiram entre si as vestes dele, lançando sortes sobre elas para ver o que cada um levaria.   

    
 
 

25.

 

E era a hora terceira quando o crucificaram.   

    
 
 

26.

 

Por cima dele estava escrito o título da sua acusação: O REI DOS JUDEUS.   

    
 
 

27.

 

Também, com ele, crucificaram dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda.   

    
 
 

28.

 

[E cumpriu-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.]   

    
 
 

29.

 

E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas.   

    
 
 

30.

 

salva-te a ti mesmo, descendo da cruz.   

    
 
 

31.

 

De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas, escarnecendo-o, diziam entre si: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar;   

    
 
 

32.

 

desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam.   

    
 
 

33.

 

E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre a terra, até a hora nona.   

    
 
 

34.

 

E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá, sabactani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?   

    
 
 

35.

 

Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias.   

    
 
 

36.

 

Correu um deles, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo.   

    
 
 

37.

 

Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.   

    
 
 

38.

 

Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo.   

    
 
 

39.

 

Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.   

    
 
 

40.

 

Também ali estavam algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé;   

    
 
 

41.

 

as quais o seguiam e o serviam quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.   

    
 
 

42.

 

Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,   

    
 
 

43.

 

José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus.   

    
 
 

44.

 

Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido.   

    
 
 

45.

 

E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José;   

    
 
 

46.

 

o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.   

    
 
 

47.

 

E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.   

    
 
 

Mark 16

 

 

 

 

 
 
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