Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Gospel According to Saint Mark

 

Capítulo 11

 

 

1.

 

Ora, quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto do Monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos   

    
 
 

2.

 

e disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e logo que nela entrardes, encontrareis preso um jumentinho, em que ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o.   

    
 
 

3.

 

E se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? respondei: O Senhor precisa dele, e logo tornará a enviá-lo para aqui.   

    
 
 

4.

 

Foram, pois, e acharam o jumentinho preso ao portão do lado de fora na rua, e o desprenderam.   

    
 
 

5.

 

E alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis, desprendendo o jumentinho?   

    
 
 

6.

 

Responderam como Jesus lhes tinha mandado; e lho deixaram levar.   

    
 
 

7.

 

Então trouxeram a Jesus o jumentinho e lançaram sobre ele os seus mantos; e Jesus montou nele.   

    
 
 

8.

 

Muitos também estenderam pelo caminho os seus mantos, e outros, ramagens que tinham cortado nos campos.   

    
 
 

9.

 

E tanto os que o precediam como os que o seguiam, clamavam: Hosana! bendito o que vem em nome do Senhor!   

    
 
 

10.

 

Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana nas alturas!   

    
 
 

11.

 

Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo; e tendo observado tudo em redor, como já fosse tarde, saiu para Betânia com os doze.   

    
 
 

12.

 

No dia seguinte, depois de saírem de Betânia teve fome,   

    
 
 

13.

 

e avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela, nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos.   

    
 
 

14.

 

E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E seus discípulos ouviram isso.   

    
 
 

15.

 

Chegaram, pois, a Jerusalém. E entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas;   

    
 
 

16.

 

e não consentia que ninguém atravessasse o templo levando qualquer utensílio;   

    
 
 

17.

 

e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores.   

    
 
 

18.

 

Ora, os principais sacerdotes e os escribas ouviram isto, e procuravam um modo de o matar; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina.   

    
 
 

19.

 

Ao cair da tarde, saíam da cidade.   

    
 
 

20.

 

Quando passavam na manhã seguinte, viram que a figueira tinha secado desde as raízes.   

    
 
 

21.

 

Então Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Olha, Mestre, secou-se a figueira que amaldiçoaste.   

    
 
 

22.

 

Respondeu-lhes Jesus: Tende fé em Deus.   

    
 
 

23.

 

Em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito.   

    
 
 

24.

 

Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis.   

    
 
 

25.

 

Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas.   

    
 
 

26.

 

[Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.]   

    
 
 

27.

 

Vieram de novo a Jerusalém. E andando Jesus pelo templo, aproximaram-se dele os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos,   

    
 
 

28.

 

que lhe perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu autoridade para fazê-las?   

    
 
 

29.

 

Respondeu-lhes Jesus: Eu vos perguntarei uma coisa; respondei-me, pois, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.   

    
 
 

30.

 

O batismo de João era do céu, ou dos homens? respondei-me.   

    
 
 

31.

 

Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele dirá: Então por que não o crestes?   

    
 
 

32.

 

Mas diremos, porventura: Dos homens? - É que temiam o povo; porque todos verdadeiramente tinham a João como profeta.   

    
 
 

33.

 

Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.   

    
 
 

Mark 12

 

 

 

 

 
 
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