Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

 

The Book of Job

 

Capítulo 31

 

 

1.

 

Fiz pacto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?   

    
 
 

2.

 

Pois que porção teria eu de Deus lá de cima, e que herança do Todo-Poderoso lá do alto?   

    
 
 

3.

 

Não é a destruição para o perverso, e o desastre para os obradores da iniqüidade?   

    
 
 

4.

 

Não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?   

    
 
 

5.

 

Se eu tenho andado com falsidade, e se o meu pé se tem apressado após o engano   

    
 
 

6.

 

(pese-me Deus em balanças fiéis, e conheça a minha integridade);   

    
 
 

7.

 

se os meus passos se têm desviado do caminho, e se o meu coraçao tem seguido os meus olhos, e se qualquer mancha se tem pegado às minhas mãos;   

    
 
 

8.

 

então semeie eu e outro coma, e seja arrancado o produto do meu campo.   

    
 
 

9.

 

Se o meu coração se deixou seduzir por causa duma mulher, ou se eu tenho armado traição à porta do meu próximo,   

    
 
 

10.

 

então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.   

    
 
 

11.

 

Pois isso seria um crime infame; sim, isso seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes;   

    
 
 

12.

 

porque seria fogo que consome até Abadom, e desarraigaria toda a minha renda.   

    
 
 

13.

 

Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles pleitearam comigo,   

    
 
 

14.

 

então que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele me viesse inquirir, que lhe responderia?   

    
 
 

15.

 

Aquele que me formou no ventre não o fez também a meu servo? E não foi um que nos plasmou na madre?   

    
 
 

16.

 

Se tenho negado aos pobres o que desejavam, ou feito desfalecer os olhos da viúva,   

    
 
 

17.

 

ou se tenho comido sozinho o meu bocado, e não tem comido dele o órfão também   

    
 
 

18.

 

(pois desde a minha mocidade o órfão cresceu comigo como com seu pai, e a viúva, tenho-a guiado desde o ventre de minha mãe);   

    
 
 

19.

 

se tenho visto alguém perecer por falta de roupa, ou o necessitado não ter com que se cobrir;   

    
 
 

20.

 

se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com os velos dos meus cordeiros;   

    
 
 

21.

 

se levantei a minha mão contra o órfao, porque na porta via a minha ajuda;   

    
 
 

22.

 

então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço da sua juntura.   

    
 
 

23.

 

Pois a calamidade vinda de Deus seria para mim um horror, e eu não poderia suportar a sua majestade.   

    
 
 

24.

 

Se do ouro fiz a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;   

    
 
 

25.

 

se me regozijei por ser grande a minha riqueza, e por ter a minha mão alcança o muito;   

    
 
 

26.

 

se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, quando ela caminhava em esplendor,   

    
 
 

27.

 

e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão;   

    
 
 

28.

 

isso também seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes; pois assim teria negado a Deus que está lá em cima.   

    
 
 

29.

 

Se me regozijei com a ruína do que me tem ódio, e se exultei quando o mal lhe sobreveio   

    
 
 

30.

 

(mas eu não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecação a sua morte);   

    
 
 

31.

 

se as pessoas da minha tenda não disseram: Quem há que não se tenha saciado com carne provida por ele?   

    
 
 

32.

 

O estrangeiro não passava a noite na rua; mas eu abria as minhas portas ao viandante;   

    
 
 

33.

 

se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniqüidade no meu seio,   

    
 
 

34.

 

porque tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me aterrorizava, de modo que me calei, e não saí da porta...   

    
 
 

35.

 

Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis a minha defesa, que me responda o Todo-Poderoso! Oxalá tivesse eu a acusação escrita pelo meu adversário!   

    
 
 

36.

 

Por certo eu a levaria sobre o ombro, sobre mim a ataria como coroa.   

    
 
 

37.

 

Eu lhe daria conta dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele   

    
 
 

38.

 

Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;   

    
 
 

39.

 

se comi os seus frutos sem dinheiro, ou se fiz que morressem os seus donos;   

    
 
 

40.

 

por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.   

    
 
 

Job 32

 

 

 

 

 
 
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